Se aqui você estivesse, talvez, as coisas seriam melhores.
Porque a vida é assim: quando o outro vai embora é que a gente descobre o tamanho do espaço que ele ocupava.
O primeiro passo é escolha, o resto é consequência.
Eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
Sorrir de dia, chorar de noite. Rotina.
E minha mão tocava uma ausência sobre a cama.
- Te cuida!
- Vem me cuidar você!
O domingo tá acabando — já é tarde — amanhã a gente começa de novo. Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga.